PARDAL DO TELHADO

     
Nos tempos em que por aqui abundavam as sementeiras de trigo, o pardal do telhado era uma verdadeira praga.
Mal as espigas começavam a aloirar, os camponeses tinham de se valer de mil artifícios para os afugentar, tais como: espantalhos, engenhos movidos pelo vento fazendo barulho e até crianças eram forçadas pelos pais a permanecerem, dias a fio, a bater em latas para salvar as cearas de trigo. Era o pão para ser comido nos 365 dias do ano que estava em causa.
Nos últimos tempos, com o abandono das sementeiras de cereais, o seu número sofreu uma considerável redução.
Adaptou-se, contudo, muito bem ao desenvolvimento urbano. Alimenta-se dos nossos desperdícios e procria nos telhados das nossas habitações.